Ricardo Lourenço - Doctoralia.com.br
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DÚVIDAS FREQUENTES

Sumário

Vesícula Biliar

O que causa a formação das pedras?

Quando há um desproporção nos sais biliares produzidos pelo fígado, que formam a bile, ocorre a precipitação destes, levando a formação de cálculos (pedras). Muitas vezes essa alteração da composição da bile é ocasionada por colesterol elevado, dietas gordurosas, emagrecimento rápido e algumas anemias hereditárias.

O que é pior: pedras pequenas ou grande?

As duas causam problemas. As pequenas podem migrar e gerar obstruções como coledocolitíase que fazem com que a pessoa fique amarelada (icterícia), pois a bile não tem como escoar e reflui para o sangue ou mesmo pancreatite, que pode ser leve até graves com risco de vida. As pedras grandes podem causar obstrução da vesícula biliar, tornando-a permanentemente inflamada. Podem causar perfuração entre a vesícula e o intestino e ocasionar uma obstrução intestinal que necessita de cirurgia de urgência e estão relacionadas ao aumento de incidência de câncer na vesícula biliar.

Existe remédio para desfazer as pedras ?

Não. Tentou-se utilizar alguns tipos de medicamentos mas que mostraram-se ineficazes para a dissolução das pedras.

Na cirurgia retira-se somente as pedra?

Não. O tratamento cirúrgico sempre consistirá na retirada de toda a vesícula biliar juntamente com suas pedras (cálculos).

O que acontece se ficar sem a vesícula?

Como a vesícula é apenas um reservatório de bile, que é produzida pelo fígado, não haverá problemas após sua retirada. Apenas para algumas pessoas poderá ocorrer aumento da frequência evacuatória que poderá ser temporária ou permanente, sem essa última normalizada pelo uso de medicação específica.

Vou poder comer o que após retirar a vesícula?

Aconselha-se que na primeira semana após a retirada da vesícula biliar, que seja evitado alimentos de grande conteúdo gorduroso. Entretando, após, poderá voltar a comer qualquer tipo de alimento

Quanto tempo vou precisar de repouso após a cirurgia ?

Após a retirada da vesícula biliar por videolaparoscopia, aconselha-se a evitar esforço por uma a duas semanas.

Tem algum risco a cirurgia?

Trata-se de uma cirurgia com técnica consagrada, de rápida execução na grande maioria das vezes, havendo risco mínimo de alguma possível complicação ou intercorrência devido ao ato anestésico que, se realizada em hospital com suporte adequado, terá estes agravos contornados.

Fístula Anal

O que é a fístula anal?

Fístula anal ou ano-retal é um trajeto infectado que forma-se a partir de uma inflamação de certas glândulas do canal anal, cujo trajeto pode-se apresentar de variadas formas, muitas vezes exteriorizando-se em região próxima ao ânus, levando a drenagem de secreção purulenta.

O abscesso é que forma a fístula?

Não. Apesar de o abscesso ser o primeiro sinal do problema, ele é originado por uma fístula que possui seu início no canal anal e está produzindo pus que se acumulará e formará o abscesso.

Há diferentes tipos de fístula?

Sim. Devido as muitas maneiras que o trajeto da fístula pode se apresentar, essa poderá ser, conforme sua disposição a musculatura esfincteriana, interesfincteriana, transesfincteriana, supraesfincteriana e extraesfincteriana.

Vou precisar usar sedenho?

O sedenho é usado para tratar aquelas fístulas cujo trajeto acometem a musculatura do esfíncter, não podendo assim ser aberta sem correr o risco de ocasionar um problema de incontinência esfincteriana. Entretanto, técnicas modernas, como o VAAFT, permitem que seja dispensada a utilização dele.

O que é VAAFT?

Video Assisted Anal Fistula Treatment, ou VAAFT, é uma técnica minimamente invasiva na qual utiliza-se um aparelho portando uma microcâmera de alta resolução que entra na fístula e trata toda sua extensão, sem a necessidade da utilização de sedenho e sem a necessidade de cortes, proporcionando rápida e confortável recuperação. É a única técnica que consegue visualizar todo o trajeto da fístula. O Dr Ricardo é quem mais possui experiência no Brasil com esta técnica.

Toda fístula precisa operar?

Sim. Por tratar-se de um trajeto inflamado e infectado, somente com terapêutica cirúrgica é que poderá eliminar sua presença de forma efetiva.

O que acontece se eu não operar a fístula?

Enquanto a fístula permanecer, poderá desenvolver-se trajetos extras, ramificações, tornando o quadro mais complexo ou mesmo o surgimento de processos infecciosos extensos, sendo que em alguns casos, com o desenvolvimento de gangrena, que pode acometer toda a região perineal, obrigando a medidas urgenciais de extensas e multiladoras ressecções.

O que causa a Fístula anal?

A fístula anal origina-se da infecção de pequenas glândulas localizadas no canal anal que desenvolvem-se em forma de um trajeto que tenta exteriorizar-se e direcionar a expulsão de toda secreção purulenta induzida pelo processo.

Que cuidados preciso ter depois da cirurgia?

Após uma cirurgia para tratamento da fístula anal, além da medicação pós operatória prescrita, deve-se apenas manter a região anal e perianal higienizada além de um curativo oclusivo. Principalmente quando utiliza-se a técnica VAAFT, estes cuidados são mais simples ainda, pois não há utilização de sedenho sem cortes.

Posso pegar peso após a cirurgia?

Sim, mas recomenda-se evitar exageros na primeira semana.

Devo evitar algum tipo de comida?

Não. Não há contra-indicação absoluta para ingesta de qualquer tipo de alimento.

Hemorróida

O que são as hemorróidas?

São como coxins formado por novelo vascular envolto por tecido frouxo

Quais os tipos de hemorróidas?

Existem as hemorróidas externas e as internas. Estas últimas são divididas em graus de I a IV, sendo o I sempre internalizada ao canal, o II sai para fora do canal ao esforço evacuatório mas retorna para o interior, o III exterioriza-se mas tem dificuldade para retornar, devendo muitas vezes ser empurrado e o grau IV, quando a hemorróida está permanentemente exteriorizada, não sendo capaz de regredir ao interior do canal.

As hemorróidas doem?

Não. O que dói é fissura anal. Hemorróida só dói quando ocorre uma complicação chamada de trombose hemorroidária que é quanto torna-se distendida, arrocheada e extremamente dolorosa.

A trombose hemorroidária é perigosa?

A trombose hemorroidária não possui o mesmo risco de complicação que a trombose nas pernas, mas gera muita dor e risco de ulcerações e sangramentos locais.

Quando devo operar ?

Literalmente os graus III e IV de hemorróida interna são os que responderão melhor ao tratamento cirúrgico, não havendo resultado com outras medidas como o uso de medicamentos. Entretanto o que irá definir a indicação é a falha do tratamento clínico da doença hemorroidária, a persistência do desconforto local, que não está respondendo satisfatoriamente às medidas comportamentais, dietéticas e medicamentosas.

O que causa as hemorróidas?

Quando dizemos hemorróida, nos referimos a uma estrutura anotômica do canal anal normal. Quando há o desenvolvimento de alterações, principalmente relacionadas ao tamanho, aí chamamos de doença hemorroidária. Inúmeros fatores estão relacionados ao desenvolvimento deste problema como esforço físico, gravidez, hereditariedade, hábito intestinal, dentre outros.

O que é PPH?

O Procedimento para Prolapso Hemorroidário ou PPH, é uma técnica para tratamento da doença hemorroidária grau III e IV com ou sem prolapso onde não há a realização de cortes ou ressecções externas como ocorre na técnica tradicional. Utiliza-se para isto um aparelho, denominado grampeador PPH, que realiza um grampeamento interno, onde surgem as hemorróidas, sendo altamente efetivo com baixo índice de desconforto no pós-operatório.

Qual o tempo de recuperação da cirurgia?

Quando realizada a técnica tradicional para tratamento da doença hemorroidária, o período de recuperação pode estender-se de um a dois meses. Se realizado o PPH. este período reduz-se para uma a duas semanas.

Qual cuidado devo tomar depois da cirurgia?

Nas primeiras duas semanas é aconselhável evitar esforço físico além de manter uma dieta laxativa para que seu bolo fecal e hábito intestinal não forcem o canal anal / região do procedimento cirúrgico.

Preciso de algum preparo para a cirurgia?

Atualmente recomenda-se não realizar nenhum preparo, exceto o jejum de 8 horas para a anestesia. Entretanto pode-se optar pela realização de um fleet enema momentos antes do procedimento.

Sangramento das hemorróidas pode causar anemia?

Pode causar. Se não tratado, o sangramento originado das hemorróidas pode persistir por muito tempo ou se bem ativo, a ponto de levar a uma anemia devido à grande quantidade de perda total de sangue.

Fissura anal

O que é fissura anal?

Fissura Anal é um pequeno corte que forma-se na borda anal,mais precisamente em sua transição entre a parte interna do canal e a parte externa. Devido a recorrência, forma-se no local deste corte um processo cicatricial atípico, similar a uma ulceração.

Fissura anal dói ?

Sim, o principal sintoma da existência de uma fissura anal é dor ou ardência ao evacuar, acompanhado de sangramento vivo, além da presença em muitos casos de uma "pelezinha", uma prega excedente, um excesso de pele, que surge das inúmeras tentativas infrutíferas da fissura de cicatrizar.

Fissura anal sangra?

Sim. Sangramento, principalmente sangue vivo, em pequena quantidade, muitas vezes só uma sujidade no papel ao limpar-se, é um dos principais sinais da fissura.

Quais os tipos de fissura anal?

A fissura anal pode ser primária, que é a fissura normal, originada pela tensão esfincteriana no ato evacuatório, na grande totalidade das vezes, em posição posterior do ânus. A fissura secundária é, na maior parte das vezes, causada por cicatriz com fibrose local, consequente de procedimento prévio ou de inúmeros traumas locais, podendo mesmo estar relacionada com estenose anal. A fissura anal também pode ser classificada como aguda, quando formou-se a pouco tempo sem haver história prévia, podendo haver regressão total e a fissura anal crônica cuja presença é de dois meses ou mais e não há mais uma regressão.

Existe medicação para a fissura anal?

Sim. Nos casos leves tenta-se uma resposta ao uso de cremes contendo relaxante muscular.

Quando devo operar?

A indicação ocorre para as fissuras crônicas, ou seja, as que existem a mais de dois meses, mas na prática a indicação de cirurgia é dada quando não temos resposta ao tratamento clínico com medidas comportamentais, higiênico-dietéticas e medicamentosa.

Botox para fissura anal?

Sim. É uma nova opção que substitui a técnica cirúrgica tradicional, evitando-se cortes e permitindo uma recuperação sem nenhuma dor.

O que é melhor: Botox ou cirurgia?

O Botox pode ser empregado no lugar da cirurgia tradicional para a grande maioria dos casos. Naqueles onde há grande formação de fibrose, consequente a um processo de fissura anal crônica mais intenso, é necessário que seja empregada técnica cirúrgica.

A fissura anal pode voltar após a cirurgia?

Em alguns casos pode voltar depois de algum tempo, mas muitas vezes menos intensa.

Fissura anal é igual a hemorróida?

Não. São patologias de etiologias diferentes. Na fissura há dor e sangue vivo muitas vezes. Na hemorróida há apenas sangue, mais turvo e não há dor (exceto quando há trombose)

Cisto Pilonidal

O que é o Cisto Pilonidal

É causada quando um ou mais pêlos localizados na região sacrococcígea que encravam / penetram na pele, desencadeando um processo inflamatório-infeccioso que perdura, não extinguindo-se com uso de medicações, sendo a cirurgia o único tratamento.

Porque a cirurgia tradicional é tão agressiva?

Devido a difusão do processo inflamatório-infeccioso na região sacrococcígea, apenas retirando todo o tecido infectado e os pêlos internalizados é que se tratará efetivamente o problema. Assim, tradicionalmente, procede-se a ressecção de todo este tecido, deixando-se uma extensa e profunda cicatriz, devendo essa fechar por segunda intenção, demorando meses para fechar totalmente.

O que é EPSiT?

Endoscopic Pilonidal Sinus Treatment ou EPSiT, é uma técnica minimamente invasiva na qual utiliza-se um aparelho portando uma microcâmera de alta resolução que penetra no cisto pilonidal e trata-o efetivamente sem a necessidade de realizar-se as extensas e penosas ressecções que ocorrem na técnica tradicional. O Dr Ricardo é quem mais operou com esta técnica no Brasil.

Quais as complicações do cisto pilonidal?

Por tratar-se de um processo infeccioso, tende a aumentar sua extensão, podendo formar abscessos e fístulas.

Quando devo operar?

Quanto mais cedo realizar o tratamento, menos chances de complicações haverá e mais rápida será a recuperação

O que acontece se eu não operar?

Se não operar, o cisto poderá aumentar, estender o processo infeccioso, formar abscessos, formar fístulas ou mesmo necrose.

Há algum alimento que devo evitar?

Não existe relação entre ingestão de determinados tipos de alimentos e a formação ou desenvolvimento do cisto pilonidal.

Quanto tempo leva a recuperação após o EPSiT?

A recuperação após o EPSiT é extremamente rápida pois não há cortes nem ressecções, sendo assim haverá apenas um curativo simples para ser feito, sobre o ponto onde foi introduzido o aparelho.

Quais exames preciso fazer para ter certeza que é um cisto pilonidal?

De forma geral recomenda-se que seja realizado um Ultrassom ou uma Ressonância Nuclear Magnética.

Quais outras doenças podem ocasionar este cisto?

Podem apresentar-se com características semelhantes ao cisto pilonidal o teratoma, que é um tumor embriológico e a espinha bífida, que é uma má formação das vértebras da coluna espinhal.

Refluxo Gastroesofágico

Qual é a causa do refluxo?

O refluxo gastroesofágico é originado, em sua grande maioria das vezes, por uma incapacidade do esfíncter esofágico inferior, que é a válvula que impede que o conteúdo do estômago volte para o esôfago, de manter-se fechado com pressão suficiente para impedir o retorno (refluxo) do conteúdo gástrico.

Qual exame preciso fazer para avaliar o refluxo?

Nem sempre a endoscopia digestiva alta é suficiente para diagnosticar-se o refluxo gastroesofágico. Pode ser necessário exames como a cintilografia, onde há a ingestão de contraste, a pHmetria , onde mede-se quanta acidez e por quanto tempo ela permanece no esôfago e a manometria, onde mede-se a pressão de fechamento do esfíncter esofágico inferior além de avaliar o padrão das contrações / do peristaltismo esofágico.

O que é Hérnia de Hiato?

Hérnia de hiato é um alargamento da abertura no músculo diafragma por onde passa o esôfago, o qual também separa a cavidade abdominal da torácica. Ocorre, nesta condição, uma penetração do estômago, parcialmente, pela abertura da hérnia, o que leva a uma menor capacidade de fechamento da válvula que impede o refluxo do conteúdo gástrico ao esôfago.

Preciso ter Hérnia de Hiato para ter o refluxo?

Não. Apesar da presença da hérnia de hiato propiciar o desenvolvimento do refluxo gastroesofágico, esse pode ocorrer sem sua presença, bastando apenas haver uma fraqueza no fechamento da válvula (esfíncter esofágico inferior)

O que piora o refluxo?

Algumas condições podem intensificar o refluxo como o aumento de peso e a ingestão de determinados alimentos como café, chocolate, molhos e frituras.

Ele causa câncer?

Sim. O refluxo gastroesofágico cronicamente pode levar ao surgimento de câncer no esôfago devido a agressão contínua que o ácido gástrico ocasiona.

O que é Barrett?

Diz-se esôfago de Barrett quando há a presença de lesões esofágicas consideradas precursoras de câncer, que se desenvolveram devido a constante agressão que a acidez do refluxo ocasionou.

Quando devo operar?

Deve-se operar quando o tratamento clínico com medicações e medidas dietético comportamentais tornam-se insuficientes para o controle adequado do refluxo gastroesofágico.

Depois da cirurgia precisarei tomar remédio?

A cirurgia para o tratamento do refluxo gastroesofágico tratará apenas o refluxo, não impedindo o surgimento e a incidência de quadros de gastrites.

Quais os sintomas do refluxo?

O refluxo gastro-esofágico pode apresentar-se de inúmeras maneiras como azia, dor torácica, queimação no peito, sensação de bola ou peso na garganta, tosse, pigarro, falta de ar, regurgitação. pode também ser a causa do desenvolvimento repetitivo de bronquites, pneumonia, infecção de garganta, infecção de ouvido, sinusites, desgaste do esmalte dentário, dentre outras.